Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Existe esperança, continuação....

Mais uma barreira derrubada. Algo que dificultava a massificação de uso do linux em nossas estações era o fato de necessitar do acesso remoto para suporte ao usuário. Em ambiente console dificulta bastante, pois não visualiza a mesma tela de sistema que o usuário está no momento. No entanto, em ambiente gráfico facilita, o problema: como fazer. Em estações windows é comum o uso de vnc, radmin e outros. Enquanto no linux pesquisei bastante, vi opções relacionadas ao X, outra usava a ferramenta freenx, etc.. mas nenhuma atendia às necessidades, principalmente no quesito velocidade de acesso.

Como comentei no post anterior, adotei a distruibuição Ubuntu 9.04 como foco da migração, apenas adaptando os softwares de acordo com nossa realidade inclusive o visual do desktop e itens de menu. Após pesquisar sobre vnc e ubuntu, encontrei a solução que estava diante de mim o tempo inteiro e não sabia, o aplicativo "vino" é simplesmente o vnc do linux. Basta executar no console como usuário (no ambiente gráfico): vino-preferences, habilitar as duas primeiras opções, desmarcar a opção que solicita confirmação para cada acesso, mascar a opção de solicitar senha, indicando previamente qual a senha a ser digitada. Em seguida fechar. É o sufiente para habilitar o acesso vnc à estação linux, e precisa apenas uma vez esse processo, pois fica configurado para toda vez que o usuário em questão se logar.


A velocidade de acesso é semelhante ao acesso a qualquer máquina windows. Em comparação ao FreeNx, achei muito mais rápido o vino, o FreeNX demora a autenticar, já que usa o ssh, e além disso realiza compactação durante a transmissão da imagem da tela remota, nisso acarreta em demora na utilização, não me aprofundei nesta ferramenta já que o vino me atendeu perfeitamente, quem achar o freenx melhor, então demonstre uma forma de otimização para uso em redes rápidas e lentas, pois não basta usar na rede local.


Fico por aqui, em breve postarei novidades da migração.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Existe esperança....


Depois de penar durante algum tempo buscando adaptar uma solução baseada em Linux às necessidades do dia-a-dia, finalmente encontramos um formato ideal. Há quem diga, que Linux é o melhor pra tudo e para todos, é o remédio até pra pancada. Não é bem assim, antes de se fazer uma migração deve-se analisar os prós e contras, com bastante cautela analisar os setores que podem ou não migrar, de acordo com o perfil de aplicações.

Hoje na empresa que trabalho já venho há algum tempo utilizando linux em equipamentos de vendas, onde precisa-se apenas utilizar o sistema da empresa por meio de acesso remoto e um comunicador instantâneo. Mas, outros setores tinham que morrer usando windows.

Iniciei há poucos dias uma migração que pretende ser completa, após ter finalmente adaptado uma de nossas aplicações que dependia de simplesmente do mapeamento de teclas de função que sempre causavam transtorno. Hoje com o uso do wine, possibilitou fazer o que faltava. Algumas aplicações próprias que eram desenvolvidas em delphi precisavam do windows instalado para funcionar, agora não precisamos mais, a independência tornou-se uma realidade.

Na imagem acima um netbook da asus utilizando conexão a internet via bluetooth por meio do celular. Alguém com certeza dirá que é inviável diante do atual 3g, mas a aplicação não necessita de um custo deste tipo. Para se ter idéia, utilizando linux deixa-se de pagar licença do próprio windows, do antivirus e de algum possível pacote de editoração. Sem falar que a conexão fica mais rápida, pois não precisa ficar atualizando antivirus comendo banda da rede.

Publicarei outras experiências interessantes durante essa migração, que acredito ser uma grande oportunidade de aplicação de conhecimentos e uma forma de aprender mais.

Domingo, 10 de Maio de 2009

Qual o melhor linux?

Esta é a pergunta milenar tanto para quem não conhece bem o linux, quanto para aqueles que já são os ditos gurus.

Não sou nenhum gênio ou dono da verdade, consegui com esforço o primeiro nível da LPI, mas ainda tenho muito a aprender. O que posso dizer é apenas baseado em minhas experiências e nas conversas que tenho com outros profissionais que sofreram situações semelhantes ou piores que as minhas.

Costumam me perguntar qual a melhor distribuição linux. Eu normalmente respondo a pergunta com outra pergunta: o que você quer fazer exatamente?
Tomo como forma de análise o perfil de determinadas distribuições quantos aos seguintes aspectos:

* facilidade de uso
* facilidade em atualizações
* estabilidade
* conhecimento e disponibilidade para aprender mais sobre determinada distribuição
* perfil: destop ou servidor

Quando a preocupação é de instalar um servidor, deve-se procurar principalmente pelas características que permitam a ação rápida em caso de problemas, a facilidade de atualizações críticas de segurança e a flexibilidade principalmente quanto ao hardware.

Existem os tradicionalistas que preferem uma distribuição totalmente personalizada, com kernel compilado "na unha", nada automatizado etc... Em minha experiência como adm de rede, passei por situações apertadas com servidores que possuem restrições de hardware. Quando um servidor pára, o diretor da empresa não quer saber se você está usando determinado kernel porque é compilado com determinados parâmetros de segurança, algoritmo X de criptografia na conexão etc, ele só vai perguntar o seguinte: "em quantos minutos o sistema volta a funcionar?"; e quando voltar a funcionar, vai provavelmente perguntar: "porque aconteceu isso?", se você não souber uma das respostas, pode ter certeza que seu emprego corre perigo.

Então, o critério que adoto é: servidor -> facilidade em detecção de hardware, principalmente placas de rede e facilidade de atualização, além de ser estável, não sofrendo mudanças radicais. Tomarei como exemplo algumas distribuições mais conhecidas, sem tirar o mérito de cada projeto logicamente.

Servidor -- indico debian e ubuntu (LTS), devido às suas características de durabilidade quanto ao suporte de atualizações, pois algumas distribuições como por exemplo Fedora e Opensuse costumam sofrer alterações de versão que são muito rápidas, por um lado é bom para o projeto que se mantém atualizado com o mercado, mas um terror para os Adm de rede, pois em um prazo de no máximo 2 anos aquela distribuição que foi utilizada para instalar o firewall não será mais atualizada, correndo o risco de sofrer ataques baseados em fraquezas do sistema após o último dia que pôde atualizar.

desktop -- mais flexível neste ponto, pode-se utilizar diversas distribuições, pois um desktop não possui aplicações de missão crítica, podendo formatar a cada 6 meses sem maiores problemas, Debian e Ubuntu sugiro por serem mais fáceis de atualizar, mas OpenSuse e Fedora são muito boas também, inclusive o visual delas está muito melhor e caprichado.

O ideal para escolher uma distribuição é testar as diversas que existem e avaliar de acordo com suas necessidades o que se aplica melhor. Tem ainda que avaliar os requisitos, se por exemplo há necessidade de utilizar algum software que precise de uma distribuição por obedecer a homologação do mesmo, então não tem muita alternativa, pode até fazer funcionar o software mediante adaptações, mas correrá o risco de enfrentar problemas e o suporte daquele software não lhe dar muito apoio por estar fugindo ao padrão determinado por eles.

Um exemplo disso é o gerenciador de banco de dados DB2 da IBM, ele homologa o ambiente de produção onde exista um servidor com o Red Hat Enterprise ou o Suse da Novell, caso contrário não há suporte disponível.

Sendo assim, não tem como dizer qual distribuição é melhor, mas sim analisar aquela que melhor se adapta às suas necessidades.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Linux + Educação

Desde o início de meu curso de graduação fiquei inquieto com a idéia dos cursos superiores não incluirem sofware livre como uma forma de aprendizado, e não apenas como um item de uma disciplina, exemplificando um sistema operacional que não é o Windows.

Este meu pensamento tornou à tona ao ver uma notícia no site wwww.noticiaslinux.com.br a respeito do Projeto Fedora Educação, que está recrutando voluntários para criar um liveCD do Fedora com aplicações voltadas para o mundo acadêmico, me chamou atenção pois como comentei, sempre achei o fato de só utilizar plataforma Windows como base de aprendizado uma limitação ao conhecimento para o aluno.


Os professores, coordenação de meu curso defendem a idéia de que desenvolvimento é algo que pode aplicar em qualquer sistema, o que interessa é saber o processo e como funciona o algoritmo. Não discordo. No entanto, é notório que as ferramentas utilizadas em plataformas não-Windows são diferentes, eu particularmente ao tentar programar em C no meu Linux tive dificuldade, pois não haviam as mesmas bibliotecas.

Defendo a idéia de que seja diversificado o aprendizado, não que o curso seja todo exclusivamente com plataforma aberta, mas que pelo menos se faça um paralelo durante o desenvolvimentos de aplicações, para que o futuro profissional possa encarar o mercado com maior preparação e com esse diferencial.

A realidade atual é de um mercado dividido entre quem usa e quem não usa sofware livre. Há aqueles que usam porque é gratuito, outros por sua estabilidade e ainda liberdade. Não sou um fanático, defendo que cada situação é dependente das necessidades e aplicabilidades de cada ferramenta.

Infelizmente ainda existe resistência até mesmo para se conhecer a alternativa, lembro que além da resistência de professores, houve dos próprios alunos que ficaram receiosos em aprender a programar em linux porque simplesmente não sabem usar linux. Realmente a preguiça em ler e pesquisar leva a isso, estagnação de conhecimento e atraso tecnológico, consequentemente menos qualidade profissional. Quem almeja trabalhar com tecnologia tem de ter ao menos o interesse e o ímpeto de ir atrás da informação, não ficar apenas com o que lhe dão, mas buscar alternativas, pois será essa atitude que o diferenciará dos demais e possivelmente lhe permitirão melhor colocação no mercado.

Quem se interessou pelo projeto que mencionei, siga para o site: http://projetofedora.org/educacao

Veja ainda o link para o artigo: http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?entry=open_source_no_ensino_de

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Notebook CCE + Ubuntu 8.10 + Video

2o Problema - Video só fica em 640x480

Após busca pela internet, testei várias dicas e nenhuma surtiu efeito. Reparei durante os testes que com o OpenSuse 11 e Fedora 10, o vídeo fica perfeito. O teste final consistiu em simplesmente usar o mesmo arquivo xorg.conf gerado por essas distribuições e jogar no ubuntu. Funcionou perfeitamente. Fiquei admirado com isso, pois o Ubuntu é umas das distribuições que melhor detecta o hardware e funciona sem muito trabalho para configurar os dispositivos. Espero que resolvam esse problema.

Notebook CCE + Ubuntu 8.10 + Wireless rtl8167

1o. problema - rede wireless só funciona a alguns metros do Access Point

Depois de muita busca pela net, encontrei uma dica interessante que permitiu eu sair de perto do AP, depois da placa ser iniciada, executar:

# iwconfig wlan0 rate 5.5M fixed

Estou utilizando essa dica até que surja a solução definitiva, pois a velocidade se limita a 5.5M. Foi a melhor alternativa até o momento, mesmo com o ndiswrapper ou baixando o driver específico não houve sucesso. O problema não é só do Ubuntu, foi testado ainda o fedora 10 e suse 11.1. Acredito que seja o suporte no kernel que ainda não tem bom funcionamento com essa placa. É esperar para ver as novas versões.
Peço desculpa por não postar o link original da dica, eu o perdi.

Gmail + cliente de email

Esta dica não se aplica apenas pra ambiente linux, resolvi postar devido alguns problemas que tive e foi um pouco tortuoso encontrar a solução. O Gmail possuio Google Apps, que permite o uso de email de seu próprio domínio hospedado no Gmail, às vezes fica com a senha e usuários bloqueados para usar no Outlook ou outro cliente de email utilizado. A solução se encontra na próprias ajuda do Gmail. Basta fazer o seguinte:

Se você é um usuário do Google Apps, visite https://www.google.com/a/seudominio.com/UnlockCaptcha para limpar a CAPTCHA. Não se esqueça de substituir "seudominio.com" pelo seu nome de domínio.

Esta dada a dica.

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

CLUSTER - FEDORA

A seguir descrevo passo-a-passo a configuração de um cluster de alta disponibilidade utilizando o fedora. Espero que seja útil, pois é a compilação de dicas coletadas na internet e um pouco de esforço mental para juntar tudo num tutorial único.

A estrutura é montada com 02 servidores IBM cada um com 3 discos, então foi feito um RAID 5 em cada um, almentando a redundância e segurança dos dados.



MONTAGEM DO RAID 5

Na inicialização pressionar ctrl+a pra entrar no setup da controladora RAID

1- initialize drives
ins para cada disco
enter para aceitar no final
yes

2- create array
ins para cada disco
enter para aceitar

3- array properties

ARRAY TYPE: RAID 5 enter
ARRAY LABEL: mega enter
ARRAY SIZE: 273,242 enter
STRIPE SIZE: 512kb enter
READ CACHING : y
WRITE CACHING: enable with battery
CREATE RAID VIA: auto-sync
enter
enter
enter

3- manage arrays
enter

Tem que surgir tela com as propriedades do array, listando os discos que fazem parte.
esc para sair esc esc yes para sair

volume já está pronto para instalar sistema operacional.

4- Ao reiniciar equipamento, teclar F1 para entrar no setup.

SELECIONAR: start options
SELECIONAR: startup sequence option
Na linha first startup device selecionar CD/DVD-ROM
esc esc esc yes enter



particionamento

/boot 100mb
/ 10gb
/home 5gb
/dados 170gb
/dados 100gb
swap 8gb


INSTALAÇÃO DO SISTEMA OPERACIONAL

distribuicao: fedora 9
kernel: 2.6.25.3
arquitetura: i686


REQUISITOS

Instalando pré-requisitos:

Instalando o fonte do kernel e preparando para compilação:
#yum install kernel-2.6.25.3-18.fc9.x86_64
#yum install kernel-source-2.6.25.3-18.fc9.x86_64
#yum install kernel-devel-2.6.25.3-18.fc9.x86_64
#cd /usr/src/kernels/2.6.25.3-18.fc9.x86_64
#cp /boot/config-2.6.25.3-18.fc9.x86_64.config
#make oldconfig

OBS: Não precisa compilar o kernel.


INSTALANDO DRBD

Após baixar o arquivo fonte:

#cd /usr/src
#wget http://oss.linbit.com/drbd/8.2/drbd-8.2.6.tar.gz
#tar zxvf drbd-8.2.6.tar.gz
#cd /usr/src/drbd-8.2.6/drbd
#make clean ; make KDIR=/usr/src/kernels/2.6.25.3-18.fc9.x86_64
#make install
#cd /usr/src/drbd-8.2.6/
#make tools
#make install

Resolução de nomes:


# vi /etc/hosts <--- copiar em ambos equipamentos
10.1.1.1 neo, server01
10.1.1.2 trinity, server02
configuração do arquivo /etc/drbd.conf que deverá constar nos dois equipamentos

common { # Todos os recursos herdam as opções ajustadas nesta seção.
syncer { rate 80M; } # Limita a largura de banda usada em
# sincronizações. O padrão é 250 KB/s.
# A descrição de outras opções podem ser
# encontradas em ``man drbdsetup
}


resource r0 { # Configuração de recurso DRBD. Cada seção
# ``resource possui duas seções ``host.
protocol C; # Paramêtro obrigatório na seção ``resource. Indica
# como são tratados os dados enviados de nó a nó. No
# caso especifico deste protocolo, um nó só considera
# terminada a operação de replicação se o dado for escrito
# em ambos os discos.
handlers { # Indica executáveis ativados pelo drbd em resposta a
# eventos especificos.
pri-on-incon-degr "halt -f"; # ``halt é executado se o nó é primário,
# degradado e a cópia
# de dados local é inconsistente.
pri-lost-after-sb "halt -f"; # ``halt é executado se o nó é primário,
# mas perdeu os procedimentos de auto
# recuperação pós split brain.
}
startup {
wfc-timeout 10; # Tempo de espera para conexão.
degr-wfc-timeout 120;
}
disk {
on-io-error detach; # Indica o procedimento a ser tomando em caso
# de erro de entrada e saída.
# Procedimentos:
# . pass_on: O erro é reportado à camadas superiores.
# Em nó primário, para o sistema de arquivos.
# Em secundário, ignora-o.
# . panic: O nó deixa o cluster com kernel panic.
# . detach: O nó derruba o dispositivo e continua sem
# disco.
}
net {
allow-two-primaries; # Permite o uso de dois nós primários.
after-sb-0pri disconnect; # Situação de split brain com dois nós secundários.
# Nenhum procedimento de auto-recuperação é tomado.
after-sb-1pri disconnect; # Split brain com um nó primário.
after-sb-2pri disconnect; # Split brain com dois nós primários.
}
on neo {
device /dev/drbd0; # Distpositivo do DRBD.
disk /dev/sda7; # Partição física.
address 10.1.1.1:7788; # Endereço e porta do DRBD.
flexible-meta-disk internal;
}
on trinity {
device /dev/drbd0;
disk /dev/sda7;
address 10.1.1.2:7788;
meta-disk internal;
}
}

#dd if=/dev/zero of=/dev/sda7 bs=1M count=128
#drbdadm create-md r0
#drdbadm up r0
#/etc/init.d/drbd start

Acrescentar no /etc/rc.local de ambas

/etc/init.d/drbd start
/sbin/route add default gw 10.0.0.254

Alterar configuração de eth3 para servir de comunicação para drbd

/sbin/ifconfig eth3 10.1.1.1 (primeiro nó)
/sbin/ifconfig eth3 10.1.1.12 (segundo nó)

Na maquina master, montar o dispositivo no ponto de montagem /dados

/etc/fstab
/dev/drbd0 /dados ext3 defaults 0 0

Na slave deixar o ponto de montagem no fstab, mas sem deixar a montagem automatica:

/etc/fstab
/dev/drbd0 /dados ext3 noauto,defaults 0 0

Em ambas, comentar no fstab a linha que monta o /dados no /dev/sda7, pois o /dados será agora no /dev/drbd0.


Faz um tempo que não faço este procedimento, postei aqui para o caso de futuras consultas, e havendo necessidade altero o que não for mais válido.


fonte consulta:
http://www.pruonckk.org/wiki/index.php/Alta_Disponibilidade
http://www.vivaolinux.com.br

Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

O retorno (agora com LPIC-1)

Após vários meses sem escrever uma linha sequer, retorno agora finalmente com Certificação LPI. Sendo assim, repasso minha impressão sobre as provas LPIC 101 e 102.

A prova 101, como já haviam me comentado é mais difícil que a 102. Isso porque ela abrange mais os fundamentos, parâmetros de comandos que você nunca usa na vida, ou mesmo flags assombradas. Somente alguem que respire e coma scripts no café da manhã e janta, consegue acertar tudo. Mas, estudando pelos TestKings, e livros direcionados à certificação, consegue fazer boa prova. Fiquei surpreso por essa prova não abordar o Debian, apenas pacotes RPM. No final do texto indicarei sites e livros que me ajudaram.
A prova 102, foi a melhor, durante as horas de corpo torto, pescoço travado e a sensação de não acabar nunca, houve o alívio em ver questões mais amigáveis. Foi mais fácil pelo motivo de abordar mais situações corriqueiras que se enfrentam no dia-a-dia de quem já trabalha com o sistema (meu caso), assim tive mais tranquilidade. Chamo atenção para as questões abertas.

Algo que não tinha visto é sobre a forma que é aplicada a prova. Recebe-se um caderno de questões, uma folha de resposta (tipo vestibular), e uma folha de racunho.
Não pode riscar em nada, a não ser o cartão de resposta (com lapis apenas), e a folha de rascunho, esta deverá ser devolvida no final da prova. Então tantas regras acabam tirando a concentração do que realmente importa, responder as questões. Mas, basta manter a tranquilidade, se espalhar na cadeira e responder.

Escolhi realizar prova escrita, pois está em português bem brasileiro. Ajuda bastante. O ruim é a espera, foram 3 semanas de agonia, mas valeu a pena. Caso queira fazer a prova com resultado na hora, tem que procurar um centro vue/prometic e pagar em dolar, não recordo o valor, mas fica em torno de R$ 300,00.

Para mais informações, realizei a prova por meio da empresa Fuctura, que mantém parceria com a 4linux, desenvolvendo trabalho de divulgação e aplicação de provas em Pernambuco, visite www.fuctura.com.br, eles possuem também um preparatório, participei, ajudou a orientar os estudos além de medir meus conhecimentos por meio dos simulados.

Para os estudos utilizei:
distribuições: ubuntu, debian, fedora
livros: linux - guia do administrador do sistema (novatec), Certificacao rapida e facil (altabooks)

sites:
http://focalinux.cipsga.org.br (tudo sobre linux)
http://www.certificacaolinux.com.br (simulado online)
http://www.vivaolinux.com.br (para referencias e tutoriais)

Bem, é isso. Agora vou estudar para a LPIC-2, uma nova jornada.